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Treino de Costas

Remada Baixa: Como fazer corretamente e músculos trabalhados

Veja agora a execução correta da remada baixa e todas as suas variações, além de dicas para melhores seus resultados no treino de cotas.

Dentro da musculação existem inúmeros exercícios que podem ser utilizados para os mais diversos objetivos.

Para trabalhar de forma eficiente os diversos grupos musculares é preciso selecionar corretamente cada exercício e assim obter melhores resultados com o treino.

Sendo assim, um dos grupos musculares que requer uma atenção no treino é o da região dorsal, pois além da hipertrofia, eles também são importantes para evitar lesões.

Dessa forma, um dos exercícios mais conhecidos por trabalhar os músculos da região dorsal é a remada baixa. Neste artigo, será abordado este exercício, os principais grupos musculares trabalhados, assim como sua execução, cuidados a serem tomados e dicas de como potencializar os resultados.

Músculos trabalhados

A remada baixa é caracterizada em relação ao seu movimento articular como um exercício onde os principais movimentos realizados são a extensão de ombro e flexão de cotovelo.

Sendo assim, os principais grupos musculares trabalhados são o latíssimo do dorso, posterior do deltoide, trapézio, assim como bíceps, que atua como sinergista.

Execução correta da remada baixa

Realizar o exercício com a técnica correta é fundamental para produzir um estímulo adequado aos grupos musculares.

Sendo assim, será mostrado abaixo um passo a passo de como efetuar a remada baixa.

1. Sentado no aparelho, segurar o triangulo preso neste e se posicionar com a coluna ereta.

2. Puxar o triângulo, até este estar próximo do abdômen, sem esquecer de contrair ao máximo os músculos dorsais, aduzindo as escápulas.

3. Estender de forma controlada os braços até retornar a posição inicial.

4. Realizar o número de repetições estipulado.

Cuidados e contraindicações

Para evitar lesões que comprometam a longevidade na musculação é necessário estar sempre atento a alguns cuidados que devem ser tomados em relação a execução do exercício.

Sendo assim, alguns exemplos de cuidados ao realizar a remada baixa são:

Manter a coluna ereta. Um erro comum ao efetuar a remada baixa é jogar demais o corpo para trás. Isto pode sobrecarregar a região lombar e levar a dores e desconforto na região.

Não jogar os cotovelos muito para trás. Ao jogar os cotovelos para trás há uma sobrecarga excessiva na articulação do ombro, o que pode levar a uma lesão no futuro e comprometer a qualidade de vida do praticante.

A remada baixa geralmente não possui muitas contraindicações, porém pessoas que possuem dores na lombar podem sentir algum desconforto ao realizar o exercício.

Dessa forma, a depender das dores que a pessoa sinta, adaptar ou modificar o exercício pode ser a melhor alternativa.

Potencializando o exercício

Para melhor aproveitar os benefícios que a remada baixa pode trazer é preciso estar atento a alguns detalhes.

Sendo assim é necessário seguir as seguintes dicas para conseguir potencializar este exercício.

Focar a cada repetição nos músculos das costas. Para um trabalho mais intenso nos músculos dorsais é preciso focar na adução da escápula e em trazer os ombros para trás.

O maior erro de quem efetua este exercício é muitas vezes focar na flexão do cotovelo e assim trabalham mais o bíceps que os próprios músculos das costas.

Sendo assim, uma conexão mente-músculo é importante para poder estimular de forma satisfatória os músculos alvo.

Utilizar uma boa cadência. Outro erro bem comum nas academias cometido por praticantes de musculação é realizar o exercício sem uma cadência adequada.

Controlar o movimento a cada repetição é importante para trabalhar de forma mais intensa o músculo e assim promover um estímulo adequado para a hipertrofia.

Variações da remada baixa

Remada baixa supinada, remada baixa pegada pronada e pegada neutra. Veja abaixo as suas variações.

Assim como muitos exercícios, a remada baixa tem algumas variações que podem ser adaptadas a depender do objetivo de cada pessoa.

Sendo assim, dois exemplos de variação da remada baixa são:

Remada baixa pegada pronada

A remada baixa é realizada utilizando um acessório que parece um triangulo.

Já na versão com a pegada pronada, é utilizada uma barra.

O objetivo com este exercício é dar uma ênfase maior no músculo posterior do deltoide, assim como nos adutores de escápula.

Remada pegada supinada

Assim como o exercício acima, este também é efetuado com a barra, porém utilizando a pegada supinada.

Nesta variação o objetivo é trabalhar com maior ênfase no latíssimo do dorso.

Concluindo

A remada baixa é um dos exercícios mais importantes para o treino da dorsal. Dessa forma, por ser um exercício que se utiliza uma quantidade maior de carga, pode ser utilizado logo no começo do treino deste grupo muscular.

Porém, isto não é uma regra e a maneira como o exercício será inserido vai depender do perfil do praticante, assim como sua necessidade e nível de condicionamento.

Dessa forma, para melhores resultados, é importante que o planejamento de treino esteja adequado à realidade de cada praticante.

Por isso, antes de iniciar qualquer programa de treino é necessário consultar um profissional de Educação Física, para assim obter uma prescrição mais segura e efetiva.

Bons treinos!

Victor Hugo R. F. de Oliveira

Profissional de Educação Física formado em licenciatura pela UNIME e Bacharel pela FSBA. CREF: 010586-G/BA

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